MÉIER/Cachambi

Sabe o Méier? Pois é...
A arte toma conta de ruas e imóveis no Méier

O primeiro cinema do Brasil foi inaugurado na cidade do Rio de Janeiro, em 1954, com 2.400 lugares. Era a maior sala de projeção da América Latina e fazia jus ao nome: Imperator.
Era em frente às suas portas que os jovens daquela época se encontravam, formando um grande estacionamento de lambretas.
Após encarar duas fases difíceis, em que chegou a ser fechado, uma em meados dos anos 1980 e outra na década seguinte, o local voltou a abrir suas portas em junho de 2012 com o nome de Imperator – Centro Cultural João Nogueira e ainda mais imponente. O espaço, agora majestoso e moderníssimo, abriga uma casa de shows, um teatro e uma sala de exposições.

Há que se lembrar ainda de uma das mais belas e arrojadas construções religiosas do país, cuja uma igreja é uma referência no cenário do bairro, a Igreja do Imaculado Coração de Maria. Ela é linda!


E onde é que fica tudo isso? No Méier, região que se tornou um reduto do universo artístico.
O próprio nome do novo Imperator é uma prova disso. João Nogueira, um dos mais importantes cantores e compositores do Rio de Janeiro e do Brasil, aos 17 anos já comandava um bloco carnavalesco no bairro. É também no Méier que estão a Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e o Centro Dança Rio, já frequentado por célebres alunas como Adriana Esteves e Fátima Bernardes.


Pode até ser que toda essa veia artística do bairro da Zona Norte da cidade tenha relação com parte de seus primeiros habitantes, negros escravizados que conseguiram fugir e formaram quilombos por ali. Sem dúvida alguma, desde então, música e dança passaram a estar presentes na cultura deles.

Originalmente, no século XVIII, os jesuítas eram proprietários do Méier, uma fazenda de cana-de-açúcar; após um desentendimento com a Coroa Portuguesa, eles acabaram sendo expulsos do Rio de Janeiro e a área foi dividida em três – Engenho Novo, Cachambi e São Cristóvão.

Conta a história que D. Pedro II, que presenteou no ano de 1884 seu amigo, Augusto Duque Estrada Meyer , com o lote da divisão das terras da região. Augusto era conhecido como Camarista Meyer por seu livre acesso às Câmaras do Palácio Imperial e o nome Méier foi aportuguesado do sobrenome original do dono das terras.

A partir da explosão demográfica iniciada na década de 1950, a região só fez evoluir, chegando atualmente à condição de destaque em desenvolvimento e valorização. Cercado pela serra, o Méier cresceu tanto que abraçou bairros como Todos os Santos e Silva Freire (ambos extintos) e parte do Cachambi, do Engenho Novo ao Engenho de Dentro e do Cabuçu ao Lins.

Os imóveis no Méier, por exemplo, são ocupados em sua maioria por famílias das classes socioeconômicas média e média alta.

A confirmação de que o bairro é uma referência da expansão comercial da cidade está no fato de ter o primeiro shopping center do País, o Shopping do Méier, inaugurado em 1963, na Rua Dias da Cruz, uma das mais importantes da área.

A evolução das redondezas também reflete positivamente para o crescimento do comércio no Méier, como aconteceu após a inauguração do Stadium Rio, Estádio do Botafogo de Futebol e Regatas, que por estar em Engenho de Dentro recebeu o carinhoso nome de “Engenhão”. Esta é, definitivamente, uma prova de que a política da boa vizinhança faz muito bem.


Veja mais curiosidades do bairro no endereço http://pt.wikipedia.org/wiki/Méier
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